Vereadores cobram esclarecimento sobre o transporte escolar

Assunto permeou debates durante a Sessão Ordinária
Vereadores cobram esclarecimento sobre o transporte escolar

Convocado pela mesa diretora, secretário de Educação esclareceu as alterações do do transporte escolar no município

A sessão ordinária da noite de ontem (20) na Câmara de Vereadores de Parobé teve como principal assunto o transporte de estudantes da rede municipal e estadual de ensino do município. Antes de dar início ao encontro, o presidente da mesa diretora, Enio Terra (PTB), convocou o secretário de Educação, Carlos Alberto Finger, a prestar esclarecimentos quanto ao serviço oferecido à comunidade.

Na última semana, o tema foi debatido em toda a comunidade escolar a partir da decisão do Executivo em substituir os veículos que faziam o transporte escolar das escolas. Conforme nota oficial publicada pela Prefeitura, a partir de agora quem assume este serviço será a Secretaria de Educação.

A nota também destaca que esta decisão foi tomada para que a cidade esteja adequada a uma determinação do Governo Estadual, que limitou os recursos destinado ao município.  Desta forma, quatro linhas de ônibus que realizavam o transporte utilizando ônibus de empresas terceirizadas, agora passam a ser feitas com veículos da Prefeitura Municipal.

Ao apresentar os recursos recebidos e quais os valores gastos pelo município no transporte escolar, o secretário da pasta enfatizou a necessidade de a Prefeitura estar de acordo com a regulamentação do Estado. “Entre Federal, Estadual e Municipal, quem deve arcar com isto? É o município, que vem fazendo sacrifícios para manter todos os serviços em dia? O que fizemos foi viabilizar o transporte de forma mais barata. Entre 200 a 250 alunos foram atingidos por esta mudança, mas mais da metade já receberam oferta de vagas em escolas próximas, dentro da área de dois quilômetros”, explanou.

Segundo Finger, o Governo do Estado repassava até então o valor de R$ 124 mil para o transporte de 445 alunos. Já a cidade de Taquara, por exemplo, transporta 602 estudantes e recebe o total de R$ 1,1 milhão. “O transporte escolar é para quem mora na zona rural ou mora fora do perímetro de dois quilômetros”, enfatizou.

Mesmo assim, os vereadores divergem quanto a questão. Para o vereador Antônio Carlos dos Santos (PDT), a decisão da administração pode causar dificuldades no acesso de estudantes à rede escolar. “Deve haver uma readequação, mas e se os recursos fossem melhor investidos isto aconteceria? Precisamos entender como funciona a destinação dos valores que a cidade recebe”, avaliou.  

Já o vereador Dari da Silva (PROS), salientou que esta é uma decisão de gestão perante as dificuldades financeiras que o município enfrenta. “É unânime a ideia de que se a cidade dispusesse destes recursos, faria o transporte de todos os alunos, independente da distância. Entendemos que os ajustes precisam ser feitos para o corte de custos, garantindo assim uma qualidade no transporte”, salientou.

 Foto: Eduarda Rocha/Assessoria de Comunicação