Parobé se mobiliza por mais segurança

Autoridades do município se reuniram na tarde de hoje (15) no Plenário Municipal

A Câmara de Vereadores de Parobé sediou na tarde desta quarta-feira, dia 15, um encontro de diversas autoridades e representantes de entidades locais a fim de encontrar formas de viabilizar mais segurança para a população.

Nos últimos meses, uma onda de violência choca diariamente os moradores do município, e é o principal assunto das sessões ordinárias do Legislativo. Convocada pelo vereador Dari da Silva (PT) em conjunto com a mesa diretora que tem como presidente, Enio Terra (PTB), a reunião contou com as presenças do conselheiro tutelar, Jéferson Schirmer, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Jones Vendruscolo, prefeito interino, Moacir Jagucheski, secretário de Segurança e Trânsito, Valdenir Martins, capitão da Brigada Militar, Ubirajara da Rocha Dill, delegado da Policia Civil, Rafael Sauthier, e das promotoras de Justiça, Dorani Borges Medeiros e Daniela Fistarol.

Além destes, participaram também do encontro os vereadores Gilberto Gomes (PRB), Marcelo Pereira (PDT), Henrique dos Santos (PDT), Elario Carlos Jahn (PMDB), Idamir Antônio de Morais (PSDB), Carlos Alberto Finger (PT) e Jorge Graminha (PP).

Foi apresentado a todos um projeto de estudo para a Praça 1º de Maio, local problemático aos finais de semana e que já há algum tempo vem sendo pauta de reclamações do poder público e judiciário, pois segundo os presentes, é o principal foco de pessoas como baderneiros e indivíduos alcoolizados.

Para o reservista Tenente Moraes, é preciso que a rua João Mosmann, que contorna o local, seja fechada de sexta a domingo, no intuito de aumentar a fiscalização e reforçar o policiamento da praça. “Vamos trazer as famílias para o local. Como se faz isso? Com projetos culturais e artísticos, que chamem as pessoas de bem. Tendo isso, podemos estudar as formas de viabilizar mais policiais e aumentar o patrulhamento da praça”, afirmou.

O estacionamento de veículos e o uso exagerado de bebidas alcoólicas é outro problema apontado como propulsor do aumento da criminalidade no ambiente Central do município. Representando um dos segmentos que mais sofrem as consequências do aumento da criminalidade e segunda fonte da economia local, o presidente da CDL destacou que há muita preocupação dos lojistas quanto a segurança, já que muitos pagam empresas privadas para o monitoramento e proteção dos estabelecimentos.

“Isso pesa muito sobre todos nós. Temos comerciantes que pagam seguranças particulares durante todo seu horário de trabalho, o que gera ainda mais gastos e menos investimentos. Já fui convidado para muitas destas reuniões e o que se vê é muita fala e pouca ação. Precisamos de ações concretas. Está na hora de sair do discurso e partir para as atitudes”, disse Vendruscolo. 

Políticas públicas para diminuir os índices – Segundo as representantes da promotoria de justiça, é preciso ampliar as medidas de prevenção para que o problema seja diminuído na base da infância e juventude. “Quando o problema chega para o Ministério Público, já se trata de um caso não solucionável, o que se faz é punir os responsáveis. Me causa espanto a resistência dos comerciantes em ajudar neste problema da praça, pois são eles os principais afetados pela criminalidade. Temos que pensar o quão preocupante está a situação e como agir de forma completa”, ressaltaram.

Conforme o comandante da BM, a falha das políticas públicas do município é um dos principais fatores que contribuem para o avanço da violência. “Somos 60 mil habitantes que vivem nesta cidade. Não é possível que não conseguiremos juntar este contingente, junto ao poder público e promotoria e não reduzir estes números. Hoje estamos aqui dando um pontapé inicial que não pode parar aqui. Colocar três policiais na praça hoje para cuidar o movimento das pessoas é utopia, pois não temos efetivo para o policiamento repressivo, muito menos o preventivo. Acredito que esta atitude de hoje é o caminho certo. As forças vivas do município estão aqui para trabalhar”, comentou o Capitão Dill.

Já o delegado de Polícia Civil, salienta que as iniciativas não devem ser concentradas somente na Praça 1º de Maio. “As outras áreas devem estar mobilizadas e estar presentes com políticas públicas de apoio. Além disso, a periodicidade é de suma importância para que haja de fato um trabalho concreto”, salientou.

A vinda de pessoas de outras cidades para cometer crimes no município também foi apontada como um dos motivos dos índices de violência. “Temos que conter essas pessoas de má fé que se instalam na cidade a fim de cometer crimes, muitas vezes utilizando de menores de idade. Vamos mostrar que aqui em Parobé nós não admitiremos mais a violência”, enfatizou Sauthier. 

Próximos passos – Diversos investimentos na área da segurança pública estão sendo estudadas pelo Executivo. De acordo com o prefeito interino e pelo secretário municipal, já está sendo montado o projeto que prevê a instalação de uma guarda municipal armada. Além disso, câmeras de monitoramento deverão ser instaladas na área central da cidade com o objetivo de conter as infrações.

“Fomos até os órgãos de segurança do Estado, batemos em todas as portas e fizemos nosso papel como representantes do município. Nos foi prometido no mínimo 10 policiais militares e 10 policiais civis. Claro que precisaríamos de mais, mas sabemos a realidade de todas as cidades gaúchas. O que estamos fazendo agora é buscar alternativas para controlar a situação”, explica Martins.

Todas as medidas de segurança devem entrar em vigor nos próximos meses após a aprovação na Câmara de Vereadores. “Faremos um estudo aprofundado para ver a situação da praça municipal. Vejo este como um dos períodos mais críticos da criminalidade. Nós temos que trabalhar muito na inibição dos crimes e tanto a Guarda Municipal quanto o monitoramento são ações urgentes e que já vão dar resultado à comunidade. Queremos fazer o melhor para o município”, frisou Jagucheski.

Nas próximas semanas o plenário deve sediar uma nova reunião onde haverá uma apresentação de projetos e resultados para ampliar o policiamento e a segurança pública. Serão feitas reuniões sistemáticas para averiguar ações e verificar o que poderá ser realizado para efetivar a diminuição dos índices de violência. “Esta demanda depende da participação de todos. Vamos nos reunir e dar continuidade, esta não vai ser uma discussão sem resultados, pois estamos unidos pelo bem de nossa cidade”, finalizou o vereador Dari da Silva.