Mobilização pelo fim da violência doméstica é assunto em sessão ordinária

Câmara de Parobé adere à campanha Agosto Lilás
Mobilização pelo fim da violência doméstica é assunto em sessão ordinária

Vereadores aprovaram por unanimidade Moção de Apoio à campanha Agosto Lilás.

Em sessão ordinária na última terça-feira, dia 11, a Câmara de Vereadores de Parobé aprovou por unanimidade a Moção 002/2020 em apoio à campanha Agosto Lilás. Desde o início deste mês, o Legislativo aderiu à iniciativa que busca a mobilização da sociedade pelo fim da violência contra a mulher.

Vários materiais informativos, banners e também dados referentes à violência contra a mulher no Brasil, estão sendo divulgados nas redes sociais e no prédio administrativo da Câmara de Vereadores. Em decorrência da pandemia do coronavírus, a divulgação é intensa nos canais digitais do Legislativo, sem a confecção de materiais impressos para evitar a contaminação.

O texto aprovado na sessão tem autoria do vereador Dari da Silva (PL). “No período de distanciamento social os casos de violência aumentaram consideravelmente, o que prova que muitas vezes o perigo está dentro de casa. Precisamos nos mobilizar”, explicou. Durante a votação a proposta recebeu o apoio de todos os parlamentares.

Para a presidente da Casa Legislativa, o trabalho de divulgação é um importante aliado na conscientização. “Precisamos quebrar a cultura machista da violência, ampliando o debate da desigualdade de gênero na sociedade. Estamos engajados nesta campanha e, como mulher à frente da mesa diretora, tenho ainda mais a responsabilidade de representa-las neste Poder Legislativo”, comenta Maria Eliane Nunes (MDB).

Veto do Executivo foi aprovado por maioria – Além da moção, os vereadores também aprovaram o veto do prefeito municipal Diego Picucha, ao projeto 022/2020. O texto vetado pelo Executivo trata do repasse de auxílio financeiro ao Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública de Parobé (Consepro), destinado para a aquisição de equipamentos e maquinário de combate a incêndios, e dá outras providências.

Conforme a justificativa do veto, o projeto não pode ser sancionado devido ao período eleitoral. Em votação, a vedação recebeu votos contrários de Elario Jahn (MDB) e Eneas Rodrigues (PSB).

Segundo o relator da Comissão de Finanças e Orçamento, Moacir Jagucheski (Cidadania), o texto foi avaliado tecnicamente sem a verificação do período eleitoral. “Por se tratar de uma ação importante, o projeto recebeu parecer favorável na comissão, mas ao verificar esta situação do período eleitoral, estou votando a favor do veto do Executivo”, destacou o parlamentar.

Foto: Eduarda Rocha/Assessoria de Comunicação