Falta de conscientização dificulta trabalho de coleta seletiva

Mais de 700 toneladas de lixo são recolhidas mensalmente em Parobé
Falta de conscientização dificulta trabalho de coleta seletiva

Separação do Lixo é feita na localidade de Santa Cristina do Pinhal

Apesar de estar em vigor desde o ano passado, Parobé ainda enfrenta dificuldades no serviço de coleta seletiva. O maior problema, é a falta de conscientização da comunidade quanto a separação de resíduos. Ao todo, mais de 700 toneladas são recolhidas mensalmente pela empresa Onze Construtora, que coordena o trabalho de coleta.

Apesar de ser um serviço de extrema necessidade, o município foi o último a instalar o serviço na região do Vale do Paranhana. Dados do IBGE apontam que somente 15% da população brasileira tem acesso ao sistema de coleta seletiva.

Além de promover a geração de renda para centenas de pessoas e economia para as empresas, a separação do lixo garante uma grande vantagem para o meio ambiente uma vez que diminui a poluição dos solos e rios.

Realizada em um pavilhão na localidade de Santa Cristina do Pinhal, a separação dos resíduos é feita por doze funcionários, que efetuam o serviço de separação e seleção do que é recolhido. Depois de selecionado, o lixo é compactado e enfardado. Já os resíduos orgânicos rejeitados, acabam depositados em contêineres que fazem o descarte no aterro sanitário localizado em São Leopoldo.

“A principal dificuldade que enfrentamos no processo de coleta seletiva ainda é a falta de conscientização. Recebemos muito lixo seco misturado com resíduos orgânicos”, explica o gerente operacional da empresa, Vinicius Cardozo.

Para o presidente do Legislativo e idealizador da coleta seletiva no município, Moacir Jagucheski, a conscientização também é importante para alcançar o desenvolvimento do município. “Este trabalho reduz os impactos ambientais consequentes do consumo. Ao separarmos o lixo, vamos facilitar seu tratamento, diminuindo as chances de impactos nocivos ao meio ambiente e para a saúde do planeta. Cuidar do lixo também é pensar em desenvolvimento”, destaca.

 Descarte o lixo corretamente

Para facilitar o entendimento sobre o descarte dos resíduos, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), estabeleceu cores para diferentes locais de descarte na coleta seletiva. Entenda: Azul: papéis e papelões; Verde: vidros; Vermelho: plásticos;

Amarelo: metais; Marrom: resíduos orgânicos; Preto: madeiras; Cinza: materiais não reciclados; Branco: lixos hospitalares; Laranja: resíduos perigosos; Roxo: resíduos radioativos.

Para o lixo eletrônico, a Prefeitura Municipal dispõe de um serviço de recolhimento que acontece toda a primeira quinta-feira do mês, das 14 às 17 horas, na Rua Coberta da Praça 1º de Maio. No local podem ser descartados resíduos como pilhas, baterias, celulares, computadores, entre outros. 

Foto: Eduarda Rocha/Assessoria de Comunicação