Comunidade opina sobre a proibição de garrafas de vidro

Projeto sugerido pelo vereador Valcir Moreira segue tramitando no Legislativo
Comunidade opina sobre a proibição de garrafas de vidro

Segundo Moreira, projeto tem como objetivo diminuir pequenos delitos no local

O projeto de Lei Municipal 064/2017, que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em garrafas de vidro na Rua João Mosmann, entre os números 27 e 390, foi pauta de uma audiência pública na última semana no Legislativo de Parobé.

Seguindo os trâmites legais da matéria, a Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final, que tem como presidente o vereador Gilberto Gomes (PRB), promoveu a discussão a fim de ouvir a opinião da comunidade local. “Estamos garantindo aqui o direito da população se manifestar. Este é o momento que simboliza a necessidade em se fazer presente nos espaços democráticos, para opinar sobre assuntos que vão impactar diretamente a vida das pessoas que residem nesta cidade”, enfatizou Gomes.

O texto foi enviado pelo Executivo Municipal a partir da sugestão do vereador do PSB, Valcir Moreira, que enfatizou o objetivo de aumentar o sentimento de segurança do local para evitar que ocorram pequenos delitos. “O cidadão não terá mais a garrafa de vidro, que muitas vezes pode virar uma arma. Sei que esta medida não acaba com a insegurança no Centro, mas ao menos é um dispositivo a mais para que as famílias se sintam seguras para vir até a Praça 1º de Maio”, explicou.

O projeto prevê também que sejam proibidos o uso de isopores, coolers e semelhantes, fora das limitações dos estabelecimentos. Também participaram do debate a promotora do Ministério Público, Daniela Fistarol, secretário de segurança, Valdenir Martins, conselheira tutelar, Marlene Olweiller, e o prefeito, Moacir Jagucheski, além dos vereadores Antônio Carlos dos Santos e Henrique dos Santos (PDT).

Segundo o sócio proprietário de um dos bares da localidade, Jeferson Zanella, apesar de ter uma intenção positiva, a aprovação da matéria não garante a diminuição da violência na zona central do município. “Por que estes recursos que serão investidos em fiscalização não podem ser direcionados a projetos culturais, por exemplo? Não existe hoje uma preocupação do poder público em levar as famílias e jovens para a praça. Grande parte das pessoas que querem participar de eventos, pessoas de bem, acabam tendo que se deslocar para cidades vizinhas”, salientou.

Todas as sugestões que surgiram durante a audiência pública foram inclusas na ata da reunião. Também é possível que a comunidade traga sua sugestão de emenda a ser avaliada, dentro do período de 15 dias, na secretaria da Casa Legislativa. Após o trâmite, a matéria vai a Plenário para a apreciação dos parlamentares.

Foto: Eduarda Rocha/Assessoria de Comunicação