Projeto que proíbe carroças é apresentado ao Executivo

Pedido foi feito pelo vereador Gilberto Gomes, do PRB
Projeto que proíbe carroças é apresentado ao Executivo

Animais sofrem com o uso equivocado de transportes

A diminuição de veículos que utilizam tração animal poderá ser regulamentada pelo Executivo de Parobé. De autoria do vereador Gilberto Gomes, do PRB, o pedido de número 575/2017, inclui um projeto sugestivo para que seja criado o “Programa de Redução Gradativa dos Veículos de Tração Animal” no município.

Conforme o texto, o objetivo da proposta é promover a retirada de carroças a partir de um cadastramento dos condutores destes veículos que circulam no perímetro urbano, priorizando aqueles que os utilizam para o trabalho de reciclagem. Além disso, o texto propõe que feita esta etapa, o município deve estabelecer o prazo de um ano para que a circulação das carroças seja proibida.

“O principal objetivo desta sugestão é acabar com os maus tratos aos animais. Devido as novas condições sociais que vivemos, não cabe mais este tipo de relação entre o homem e o animal, precisamos nos adequar a sociedade que vivemos hoje”, explica o proponente.

A sugestão também aponta a utilização de recursos do Fundo Municipal de Bem Estar Animal para a execução do programa, podendo assim promover uma substituição das carroças por veículos do tipo triciclo com caixa metálica, que geram baixo impacto ambiental.

Para Gomes, atualmente os veículos representam riscos à segurança, danos ambientais e à saúde de seus condutores, além de ser um tratamento cruel com os animais. “Reconheço que muitas famílias têm neste tipo de transporte a sua única fonte de sustentação. Neste sentido o projeto objetiva criar uma alternativa de renda para estas famílias, possibilitando a elas outras opções de emprego e fonte de renda”, complementa o vereador.

Com a proibição das carroças, o projeto também demanda que os trabalhadores rurais e de reciclagem não sejam excluídos das políticas sociais e do mercado de trabalho, evitando que os mesmos acabem em situação de vulnerabilidade.

Para isso, o projeto sugestivo aponta a necessidade de o poder público viabilizar a mudança dos condutores deste transporte para outros mercados de trabalhos, por meio de políticas públicas de transposição anual que contemplem todos os condutores já identificados e cadastrados.

 “A ideia é facilitar o entendimento de quem utiliza estes veículos e auxiliá-los na busca por transportes alternativos, que não utilizem animais. Infelizmente hoje vemos muitos carroceiros usando de forma equivocada os cavalos para o transporte de carga pesada, com uma rotina de maus tratos que foge ao controle dos órgãos de proteção”, destaca. 

Foto: Eduarda Rocha/Assessoria de Comunicação