Mobilidade urbana em debate na Câmara de Parobé

Comissão se reuniu com secretário municipal para esclarecer dúvidas
Mobilidade urbana em debate na Câmara de Parobé

Parlamentares debateram soluções para o transporte público e estacionamento rotativo da cidade

As dificuldades de locomoção existentes em Parobé foi tema de debate no gabinete da presidência da Câmara de Vereadores. Na tarde desta quinta-feira, dia 11, a Comissão de Mobilidade Urbana do Legislativo se reuniu com o secretário de Trânsito, Valdenir Martins, para discutir soluções no transporte público do município e também para o sistema de estacionamento rotativo.

Ambas as pautas são algumas das principais solicitações da comunidade, além de assunto recorrente nas Sessões Ordinárias. Conforme o presidente da comissão, Elario Jahn (PMDB), os moradores de todas as localidades pedem que os vereadores tomem uma atitude e cobrem as melhorias necessárias.

“É algo que a população, e incluo nós vereadores que também somos cidadãos desta cidade, precisa de uma resposta. Diariamente nós ouvimos pedidos para que melhore a situação do transporte público e no estacionamento na área central”, explica o peemedebista.

Quanto ao transporte público urbano, os principais pontos são referentes a baixa qualidade dos coletivos oferecidos pela única empresa que hoje disponibiliza a condução no município, além da falta de acessibilidade e intervalo de horários para quem mora nas localidades do interior.

“Parobé precisa avançar urgentemente nesta questão. Temos vários relatos de que os ônibus não passam em determinados bairros, além da precariedade dos ônibus que atendem a comunidade. Estamos cobrando para que o município se empenhe em resolver este problema. É necessário que estas modificações sejam cumpridas”, comenta o relator da comissão, Gilberto Gomes (PRB).

Segundo o secretário do Executivo, a única Lei Municipal que rege o transporte urbano do município foi criada no ano de 1999, e proposta pelo Legislativo, portanto sem que houvesse um estudo quanto a demanda e a necessidade dos moradores em veículos, horários e locais que recebessem os coletivos.

“Estamos trabalhando para que seja elaborado um estudo técnico a respeito da demanda de transporte na cidade. É uma situação complicada e por isso queremos avançar neste tema em um curto espaço de tempo. Tudo isso utiliza recursos financeiros em grande escala, mas sabemos que é importante melhorar o transporte público oferecido à população”, destaca Martins.

 Ajustes na Zona Azul – Durante a reunião, os parlamentares também questionaram o secretário quanto a problemas existentes no estacionamento rotativo, conhecido como “Zona Azul”. O serviço cobra as áreas centrais da cidade, porém diverge opiniões a respeito do funcionamento e cobrança feita aos motoristas.

Segundo a Lei Municipal nº 3.023/2011, o tempo estipulado para tolerância no estacionamento é de 10 minutos. Porém um decreto feito em 2016 pelo Executivo, determina a redução do período para o tempo de cinco minutos, o que causou revolta e desentendimento entre os usuários do serviço. “Conversando com o secretário e acompanhando os documentos que temos, vamos confrontar as informações para que seja cumprido o que está estipulado na Lei Municipal”, conta Gomes.

Além disso, existe uma dívida da empresa que fornece o serviço com a Prefeitura Municipal. Conforme o secretário informou aos vereadores, o valor já chega próximo a R$ 70 mil e é referente a contrapartida que deve ser entregue à Prefeitura da cobrança feita aos usuários. “A Zona Azul é uma importante conquista para todos, pois facilitou muito o acesso as ruas centrais. Estamos num processo de debate com a empresa para conduzir isso da melhor maneira possível para que o serviço não seja interrompido”, destaca Martins.

Um relatório completo da reunião, junto aos documentos obtidos pelos vereadores será apresentado após o término das apurações. Participaram também do encontro os vereadores Jair Bagestão (PT), Antônio Carlos dos Santos (PDT), Maria Eliane Nunes (PMDB), Maristela Rossatto (PT), Alex Bora (PR), Eneas Rodrigues (PMDB), além da advogada do setor de licitações da Prefeitura, Rejane Scheffel. 

Eduarda Rocha/Assessoria de Comunicação